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Julgamentos e acusações

Passaram-se os dias desde que nasci até hoje e jamais encontrei alguém que visse alegria em ser acusado. Mesmo os culpados sofrem ou irritam-se com as acusações feitas contra eles. Com excessão dos psicopatas é claro. Mas pessoas normais não se sentem bem ao serem acusadas. A acusação causa angustia, dor, ira, sofrimento.

Já os que acusam demonstram, não poucas vezes, uma espécie de prazer sórdido que parece nascer de um estranho senso de justiça, mesmo quando trata-se de uma acusação injusta. Quem acusa parece estar sempre certo. Careega consigo tal convicção da acusação que faz que seria capaz de apostar a própria vida nisto. E quando sua acusação revela-se verdadeira e as provas surge, o acusador enche-se de orgulho pela vitória alcançada.

Loucura é o estado de quem acusa a si mesmo. Experimenta ao mesmo tempo a euforia de quem clama por justiça e a dor de quem vê-se acusado por seus crimes. Busca o resultado final da acusação, o julgamento e condenação. Ao mesmo tempo é atormentado pela proximidade de seu julgamento e condenação. Chamam isto de sentimento de culpa. E é tão forte e confusa que pode levar à loucura, à depressão, à morte.

Mas quem pode acusar? Que autoridade tem o malfeitor de acusar o seu comparsa? E quem mal encherga seus próprios atos poderá ver com clareza os atos de outras pessoas, para acusá-las? “Quem pode acusar os escolhidos de Deus, quem os condenará?” (Rm 8:33-34) É Deus quem nos justifica, não quem nos possa acusar. Ou melhor, há um único acusador, ao qual interessa que sejamos condenados, o que busca nossa queda e perdição. Este nos acusa dia e noite. (Cf Ap 12:10).

Deus não nos acusa, nos justifica e perdoa, convida-nos amorosamente a uma mudança de vida. Logo, não é a palavra de Deus que está nos lábios de tantos que se esmeram em acusar, apontar falhas e lançar no rosto do pecador seus pecados. Menos ainda é a palavra de Deus nos lábios de quem relata em conversas veladas, ou aos quatros ventos, os erros e fraquezas de quem se deixou derrotar pelas tentações do dia-a-dia. Por isso a acusação não traz alegria, jamais, nem para o acusador, menos ainda para o acusado.

Mas o Justo Juiz está para fazer a alegria brotar no coração dos acusados, sejam eles inocentes ou arrependidos. Ele virá julgar todos com justiça e equidade. O mesmo que veio ao mundo para salvar é o que virá para julgar vivos e mortos (Cf 2Tm 4:1). Jesus, nossa alegria e justiça, é quem tem o julgamento nas mãos. Qualquer um que tente julgar em seu lugar usurpa o trono de Cristo.

O que faremos então diante do mal cometido por nosso irmão? Ajudá-lo a emendar-se. Apresentar o Deus que é nosso Pai, que deseja que o pecador reconcilie-se com ele, que é misericordioso, que compreende nossas fraquezas, nos aguarda de braços abertos e faz festa por cada pecador que se converte. “Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.” (Romanos 14:13) Ocupemo-nos em espalhar a alegria de Cristo ressuscitado.

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